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R
ogério Fuchs, ainda crian-
ça, começou a pescar na
companhia do pai e de um
irmão mais velho, ambos apaixo-
nados pelo mundo das varas e
anzóis. Paixão que começa cedo
vira amor eterno, e passa de gera-
ção para geração. Assim, Rogério
também introduziu o filho Thia-
go nesse caminho, e hoje, pelo
menos uma vez por mês, saem
juntos para pescar. “A pescaria
provoca um enorme sentimento
de bem-estar, porque você está
fazendo o que gosta, num lugar
aprazível, junto com familiares e
amigos. Você não pensa em ou-
tra coisa, nem no trabalho, enfim,
desfruta de momentos de lazer e
principalmente cultiva a amiza-
de”, diz.
Rogério Fuchs relembra que
no início era levado pelo pai,
mas com o passar do tempo foi
descobrindo os prazeres da pes-
ca, assim como o sentimento de
amizade e companheirismo que
existe quando se está pescando
em alto mar e no meio de um rio.
“A pesca que se faz num barco de
mais ou menos dez metros qua-
drados com outro companheiro
desenvolve na gente um senso
de amizade e parceria pouco vis-
to em outros esportes, uma vez
que quero pegar muitos peixes,
mas também tenho que enten-
der e ficar feliz se o meu parceiro
também pegar muitos peixes e
eu não”, ensina.
Quando o assunto é conversa
de pescador, ele logo brinca: “Pes-
cador bommata a cobra e mostra
o pau”. E diz que o maior peixe
que já pescou foi um tucunaré de
10.930 kg. Tanta precisão assim
por quê? Ah, foi pesado com uma
balança eletrônica, para não ter
dúvidas, porque muita gente uti-
liza balanças manuais não “muito
honestas”.
Sobre o fato de todo pescador
superestimar os peixes que fisga,
Fuchs diz que isso é totalmen-
te real nesse universo. “Existem
muitos pescadores que querem
dizer que pegaram o ‘maior’ pei-
xe, sendo um troféu para si e para
os outros. Coisas das pessoas e
seus egos. Por isso que adotamos
a balança eletrônica, que é mais
precisa”.
Além de pescar nas baías pró-
ximas a Curitiba, Rogério tam-
bém viaja a regiões do Brasil e
ao exterior para curtir seu hobby.
Atualmente, tem preferido os
rios da Amazônia, embora seja
um apaixonado pelo Pantanal.
“Acredito que o Pantanal seja o
lugar mais bonito em função da
diversidade de fauna e flora, mas
hoje está muito depreciado em
termos de pesca”, lamenta. Em
suas pescarias no mar, ele usa um
barco próprio e gosta de pegar
os robalos. Quando vai pescar em
rios, a escolha são barco hotel ou
pousadas para pescadores, e seu
alvo são os tucunarés. “Essas duas
espécies são as mais esportivas
na pesca com isca artificial”, ex-
plica.
E como todo mundo que tem
um hobby, Dr. Rogério adora
comprar apetrechos de pesca.
Aproveita as viagens para trazer
tudo quanto é novidade. Mas, às
vezes, até exagera. “Estávamos
numa viagem ao exterior, quan-
do eu e o Thiago fomos a uma
loja de pesca e gastamos um
bom dinheiro. Quando saímos
da loja, o restante da família ficou
indignada quanto ao valor gasto.
Levamos uma bronca enorme e a
partir daí passamos a ‘esconder’
nossas compras”, revela.
Nos últimos 20 anos, ele diz
que faz somente pesca esportiva.
“Os peixes são soltos para que nós
ou nossos filhos venhamos a ter a
possibilidade de pescá-los no-
vamente. Isso é o que realmente
importa”.
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Coluna Além do Joelho
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Acredito que
o Pantanal
seja o lugar
mais bonito, mas
hoje está muito
depreciado em
termos de pesca
Rogério Fuchs e suas histórias de pescador
Rogério Fuchs e seu “troféu”, o famoso tucunaré de mais
de 10 quilos, que voltou para o rio após a foto
Praticante de pesca esportiva desde a infância, Rogério Fuchs sempre
está em companhia do filho Thiago, que também é cirurgião do joelho
*Rogério Fuchs é diretor do
Instituto Fuchs de Joelho e Quadril,
de Curitiba, e foi Presidente da
Sociedade Brasileira de Cirurgia do
Joelho em 2007-2008.