Jornal SBCJ 15 - page 5

auxílio do infectologista. Mas a tendência
é deixar o paciente com este espaçador o
mínimo de tempo possível. Normalmente
ao redor de 6-8 semanas temos condições
de realizar com segurança esta nova pró-
tese ou trocamos o espaçador.
Dr. Guilherme Zuppi
- Antibiótico, te-
rapia endovenosa de seis a oito semanas
e negativação dos exames laboratoriais,
além é claro da ausência dos sinais clíni-
cos da infecção. São os parâmetros para a
realização da prótese de revisão.
Dr. José Luiz Pessoa Perez
- Os parâ-
metros que utilizo são: exame clínico normal, ou seja, joelho sem sinais flo-
gísticos, membro inferior sem edema, paciente semdor e febre, normaliza-
ção dos exames laboratoriais, hemograma, VHS e PCR. Não utilizo a punção
e cultura do líquido sinovial.
Dr. LúcioHonórioCarvalho Júnior
- Após o términoda antibioticotera-
pia realizo exames laboratoriais avaliando a leucometria, o VHS e a PCR. Se
esses parâmetros se mantêm em progressiva queda após a interrupção do
antibiótico, considero o paciente curado e apto para a cirurgia de revisão.
Geralmente aguardo no mínimo três meses entre a cirurgia de colocação
do espaçador e a cirurgia de revisão.
Dr. Naasson Cavanellas
- Parâmetros clínicos como dor, calor, rubor,
derrame e edema. Parâmetros laboratoriais como PCR , VHS e hemograma
e eventualmente punção ou biópsia em casos mais complexos ou onde
haja alguma dúvida.
antibiótico é no mínimo de seis meses.
Dr. Guilherme Zuppi
- Acredito que a
antibioticoterapia deva ser realizada por
pelo menos dois meses após a revisão,
podendo ser estendida por até seis me-
ses, isso dependerá do perfil do germe
encontrado.
Dr. José Luiz Pessoa Perez
- Deixo
de cinco a sete dias assim que os exames
coletados no transoperatório (cultura do
líquido sinovial e dos fragmentos de sinó-
via e osso) estiverem normais. Em caso de
positividade mantenho seis semanas de
antibioticoterapia parenteral.
Dr. Lúcio Honório Carvalho Júnior
- Mantenho antibioticoterapia por
nomínimo seis semanas. Dentrodesse intervalo, são nomínimoduas sema-
nas demedicação endovenosa. Esses prazos podemvariar de acordo coma
sensibilidade do germe e a eventual disponibilidade oral da droga indicada.
Dr. Naasson Cavanellas
- Utilizo a escola americana que somente in-
dica a revisão após as seis semanas de ATB venoso e a regularização dos
parâmetros laboratoriais. Teoricamente tem padrão de cura, a infecção já
está tratada, portanto utilizo somente antibioticoterapia profilática 24 ho-
ras e aguardo o resultado das culturas.
Dr. André Kuhn
- O manuseio do antibiótico nos meus casos é
sempre feito pela infectologista que trabalha comigo, mas o tempo de
Por quanto tempo você deixa com antibioticoterapia
pós uma revisão em dois tempos, partindo do
pressuposto de que está tudo evoluindo bem?
Qual sua experiência com a prótese Hinge? Quando
você acha que se faz necessária a sua indicação?
Dr. André Kuhn
- Não tenho experi-
ência prática com a prótese Hinge.
Dr. Guilherme Zuppi
- As próteses
restritas são indicadas nos casos de fa-
lências ligamentares, sobretudo medial,
e grandes perdas ósseas. Nos casos de
grande recurvo também temos indica-
ção para o uso da Hinge. Pessoalmente
não tenho experiência com as próteses
restritas.
Dr. José Luiz Pessoa Perez
- Minha
experiência com a RHK (Hinge) é de
cinco casos, indicada em situações de
falha óssea e ligamentar, onde seria in-
viável a utilização da prótese semiconstrita tipo CCK.
Dr. Lúcio Honório Carvalho Júnior
- Possuo alguma experiência, mas
não é grande. Tenho usado essa prótese em casos primários de osteoar-
trose em pacientes com doenças neuromusculares, principalmente polio-
mielite. Também já a utilizei em revisões com grandes perdas ósseas e em
revisões comgrande instabilidade emflexão (casos emquemesmo como
maior componente femoral possível e comomaior off-set posterior possí-
vel da haste femoral, o polietileno que estabiliza o joelho emextensão não
consegue estabilizá-lo em flexão).
Dr. Naasson Cavanellas
- O INTO já realizou em torno de 45 artro-
plastias tipo Hinge nos últimos quatro e cinco anos. Os resultados têm
sido até agora muito bons e surpreendentes, porém ainda precisamos de
follow-upmais longo. O conceito da rotação nestes sistemas de dobradiça
parece fazer a grande diferença em relação aos sistemas do passado. As
indicações clássicas seriam as instabilidades, desde as mais simples, como
a falência de um ligamento colateral, e principalmente as complexas.
Dr. Naasson Cavanellas
Dr. Lúcio Honório
Carvalho Júnior
Dr. José Luiz Pessoa Perez
BATE-BOLA
5
1,2,3,4 6,7,8
Powered by FlippingBook