Jornal SBCJ 15 - page 4

Dr. André Kuhn
- Normalmente, faço
a abordagem para rotuliana interna e se
houver necessidade de ampliar a aborda-
gem dou preferência para a osteotomia
da TAT, mantendo um pedículo lateral da
tuberosidade, sem grandes descolamen-
tos laterais. Se for uma dificuldadepeque-
na para obter a flexão do joelho e abordá-
lo, faço somente um snip do quadríceps.
Dr. Guilherme Zuppi
- Minha prefe-
rência épela osteotomia daTAT, pois além
de ampliar o acesso tenho a possibilidade
de elevar a patela nos casos de patela bai-
xa. Sempre realizo a osteotomia compelo
menos seis centímetros de comprimento
no baguete tibial, possibilitando assimuma fixação comdois ou três para-
fusos e, consequentemente, uma boa consolidação e segurança.
Dr. José Luiz Pessoa Perez
- Em casos de difícil abordagem, como é a
grande maioria, dou preferência ao quadríceps snip. Porém, nos casos em
que há impedimento ao snip ou contraindicação como, por exemplo, em
uma patela baixa, uso a osteotomia da TAT. Quando o snip ainda é insufi-
ciente para uma boa exposição, procuro fazer uma ampliação da via coma
osteotomia associada. Oquadríceps turndown fica como uma via de exce-
ção, tendo sido realizado por mim apenas duas vezes.
Dr. Lúcio Honório Carvalho Júnior
- Aminha via preferencial de aces-
so emcasos de difícil abordagemé oprolongamentoproximal da abertura
capsular emdireção ao ventre muscular do quadríceps. Raramente realizo
snip do quadríceps. Não realizo osteotomia da TAT ou Coonse-Adams.
Dr. Naasson Cavanellas
- Utilizo preferencialmente o quadríceps snip;
nos joelhos com mais rigidez utilizo a osteotomia da TAT, e, excepcional-
mente, o Coonse-Adams nos casos de joelhos rígidos. Lembrando que os
casos que necessitam alongar o mecanismo extensor, utilizo os acessos
proximais (snip, turndown ou Coonse-Adams). Nos casos de patela baixa,
utilizo a osteotomia da TAT.
Tema:
Revisão de ATJ
O
tema do Bate-Bola desta edição,
escolhido pelo presidente da SBCJ,
MarcusViniciusMalheirosLuzo,éaRevisãode
ATJ. Para responder as perguntas elaboradas
por ele, foram convidados os colegas André
Kuhn (RS), Guilherme Zuppi (SP), José Luiz
Pessoa Perez (PE), Lúcio Honório Carvalho
Júnior (MG) e Naasson Trindade Cavanellas
(RJ). Confira:
Qual a sua via de acesso preferencial em casos de
difícil abordagem: quadríceps snip, osteotomia daTAT,
quadríceps turndown (Coonse-Adams)?
Em quais situações você indicaria uma revisão séptica
em um tempo só, ou nunca indica?
Quais os parâmetros para você indicar a cirurgia de
revisão após o primeiro tempo (limpeza e colocação
de espaçador de cimento)?
Dr. Guilherme Zuppi
- A revisão
séptica em um tempo estaria indicada
nos casos de paciente hígido em que já
temos conhecimento prévio de qual é o
germe. É importante ressaltar que de-
vemos seguir critérios rígidos na cirur-
gia: fluxo laminar, troca de instrumental,
campos, aventais e, se possível, troca de
sala entre a retirada e a implantação da
nova prótese, como preconizado pela
Endo-Klinik. Pessoalmente, indico sem-
pre nos casos de revisões sépticas o pa-
drão ouro, a revisão emdois tempos.
Dr. José Luiz Pessoa Perez
- Uso
como protocolo para tratamento de in-
fecção emATJ a artroplastia emdois tempos nos casos crônicos, e, nos ca-
sos agudos, que consideramos até 21 dias , a limpeza cirúrgica com troca
apenas do platô tibial para facilitar o acesso à parte posterior do joelho e
limpeza da superfície platô / base tibial.
Dr. Lúcio Honório Carvalho Júnior
- Nunca indico revisão por soltura
séptica em tempo único. Já aconteceu de realizar revisão aparentemente
asséptica e depois da cirurgia, com o implante já colocado e cimentado,
as culturas de controle identificarem algum germe. Nesses casos nada foi
feito alémde antibioticoterapia por seis semanas.
Dr. Naasson Cavanellas
- Indicaria nos pacientes idosos com comor-
bidades clínicas graves com infecções sabidamente agudas até três sema-
nas e tendo o germe identificado por punção ou biópsia.
Dr. André Kuhn
- Meus parâmetros são o tipo de germe e sua agressi-
vidade, resposta clínica com os marcadores normalizados ou perto da nor-
malização. A conduta de colocar a outra prótese é sempre discutida com o
Dr. André Kuhn
Dr. Guilherme Zuppi
Dr. Marcus Vinicius Malheiros
Luzo - Presidente da SBCJ
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BATE-BOLA
Dr. André Kuhn
- Não faço revisão séptica emum tempo só.
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