Jornal SBCJ 14 - page 5

personalizado do fisioterapeuta na fase inicial e do
preparador físico em segundo tempo, todos os dias da
semana em diversos períodos do dia. Então, a atividade
física é precoce para todos os pacientes de uma forma
geral, entretanto, o retorno ao esporte competitivo deve
esperar por todo o processo biológico de vascularização
do enxerto. O retorno ao esporte é liberado quando a
forçadoquadrícepsdo ladooperado for aomenos 80%do
joelhocontralateral,quandoostestesfuncionaismarcarem
simetria bilateral e o protocolo de propriocepção estiver
completo, porémnunca antes de seis meses.
Dr. Rodrigo Pace Lasmar
- O paciente é liberado
para retornar à atividade física quando apresenta um
exame clínico normal com a musculatura recuperada e
equilibrada, após cumprir todas as etapas de readaptação
ao esporte. No atleta profissional, faço avaliações
isocinéticas durantea reabilitaçãopara correçãomaisprecisados desequilíbrios
musculares e também um controle com ressonância magnética.
Dr. Vitor Barion de Pádua
- Utilizo o protocolo de Shelbourne na
reabilitação de atleta profissional ou amador, com retorno às atividades por
volta do sexto mês se o paciente apresentou ganho de massa muscular e
o joelho esteja sem derrame, dor ou falseio. Realizo também o one leg hop
test, que tem que ser pelo menos 90% do joelho normal. Nos pacientes mais
jovens, abaixo de 20 anos, retorno às atividades após o nono mês, pelo maior
risco de re-ruptura.
Recentemente, tem sido relatada maior
importância ao ligamento anterolateral e
há sugestões de que essa estrutura possa
estar associada com lesões do LCA e com
a gênese da instabilidade anterolateral do
joelho. Dessa forma, mais pesquisas são
necessárias evidenciando se há vantagem
na reconstruçãodo ligamentoanterolateral,
bem como estudos com seguimento de
longo prazo.
Dr. Rodrigo Pace Lasmar
- Não tenho
experiência na reconstrução do ligamento
anterolateral.
Dr. Vitor Barion de Pádua
– Sim,
associo a reconstrução do ligamento
anterolateral nos casos de pivot shift explosivo (+++) tanto emprimário como
em revisão. Acredito que melhora sim o resultado devido ao melhor controle
da instabilidade rotacional, protegendo o enxerto do LCA.
Dr. Aloísio Reis Carneiro
- Faço
o protocolo avançado de reabilitação,
com liberação para corrida entre dois
meses e meio e três meses, e para esporte
de contato ou radical após seis meses,
independentemente da idade do paciente.
No atleta profissional, inicio o trabalho
de hipertrofia de musculatura posterior
precocemente, entre a segunda e a terceira
semana. Comummês e meio, se a avaliação
isocinética apresentar déficit menor que
20%, inicio a corrida, e com quatro meses
e meio de pós-operatório, se apresentar na
avaliação isocinética um déficit menor que
10%, libero o atleta para jogo e treinamentos
já com contato físico. Porém, para competição, libero só após os seis meses de
pós-operatório.
Dr. Moises Cohen
- Sigo o protocolo acelerado, mas não agressivo,
permitindo precocemente a volta às atividades físicas não rotacionais. O
retorno aos esportes de contato ou de rotação deve ser realizado após seis
meses, obedecendo-se a integração e o amadurecimento biológico do
enxerto.
Dr. Rodrigo Sattamini Pires e Albuquerque
- Na reabilitação do LCA,
utilizo o protocolo de Shelbourne. Acho que a grande vantagem do atleta
profissional quando comparado à população em geral é a infraestrutura ao
redor dele. O atleta profissional normalmente consegue um atendimento
Qual seu protocolo de retorno à atividade física?
Esse protocolo muda no atleta profissional ou em
pacientes mais jovens?
Na revisão do LCA, qual é sua preferência de enxerto?
Você associa alguma técnica adicional?
Dr. Aloísio Reis Carneiro
- Prefiro o
enxerto de tendão patelar, retirando blocos
ósseosmaioresparamelhor preenchimento
dos túneis. Não associo técnica adicional,
apenas opto por fazer a técnica out side
in, utilizando o guia de Chambat quando
percebo riscode comunicaçãoentreonovo
túnel e o pré-existente ou um alargamento
grande do túnel femoral.
Dr. Moises Cohen
- Se já foi utilizado
patelar, prefiro flexores ipsilaterais, e se
foram usados os flexores prefiro usar o
patelar ou tendão quadriciptal.
Dr. Rodrigo Sattamini Pires e
Albuquerque
- Normalmente, em uma
falha de reconstrução isolada do LCA, tenho como primeira opção usar um
enxerto do próprio joelho lesado. Se foram usados os tendões flexores, utilizo
o ligamento patelar e vice-versa. Como segunda opção, utilizo os tendões
flexores do joelho contralateral. Eu não faço uso de nenhuma técnica adicional
na revisão da reconstrução do LCA. Acho que devemos ter mais atenção ao
posicionamento dos túneis ósseos prévios. Um erro grosseiro facilita a revisão
do LCA, porém um posicionamento ligeiramente inadequado pode gerar
confluências dos túneis ósseos.
Dr. Rodrigo Pace Lasmar
- Acho que não é a escolha do enxerto que irá
interferir no resultado final. Temos que individualizar o tratamento baseados
no caso específico, que muitas vezes é complexo. É fundamental identificar as
causas da falha enão repetir osmesmos erros. Quandoexisteuma instabilidade
periférica é importante corrigi-la.
Dr. Vitor Barion de Pádua
- Normalmente utilizo enxerto ipsilateral,
flexores ou tendão patelar, dependendo do utilizado no primeiro
procedimento. Eventualmente, em caso de alargamento de um túnel bem
posicionado com TP, utilizo o tendão do quadríceps. Pacientes com duplo ou
triplo varo, na cirurgia de revisão, associo uma osteotomia valgizante, com o
cuidado de não aumentar o“slope”tibial. Na revisão de atleta ou paciente com
grande pivot shift (+++), realizo um reforço extra-articular com a reconstrução
do ligamento anterolateral.
Dr. Vitor Barion de Pádua
Dr. Rodrigo Pace Lasmar
Dr. Rodrigo Sattamini Pires e
Albuquerque
BATE-BOLA
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